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Como proceder na hora de ter que consertar o automóvel
Como a maioria das pessoas que tem automóvel não entende de mecânica, o conserto de defeitos costuma ser uma loteria. Quando o carro começa a fazer ruídos estranhos, a lataria mostra riscos e amassados ou sinais de ferrugem, tudo o que consumidor deseja é achar uma oficina competente e honesta. Mas como encontrar profissionais que não desconsertem seu bolso e sua paciência? O Procon-SP tem dicas para que o consumidor contratar estes serviços:
Engrene a primeira...
Use seu bom-senso: informe-se sobre oficinas com conhecidos que já tenham utilizado esses serviços. Importante: informe-se nos órgãos de defesa do consumidor, como o Procon, se a empresa possui registro de reclamação.
Pesquise preços e qualidade. Observe se o local é organizado, possui ferramentas e equipamentos básicos. Fique atento quanto a serviços que só podem ser executados por oficinas especializadas. Verifique com antecedência, se for o caso, se o estabelecimento possui funcionários treinados no conserto de carros importados.
Exija orçamento prévio, onde estejam discriminados em detalhe o material a ser usado, a mão-de-obra e os respectivos valores, bem como condições de pagamento e datas de início e término dos serviços. Os orçamentos têm prazo de validade mínimo de dez dias e costumam ser cobrados, de modo que, antes de pedir um, pergunte o preço.
Entrada para o pit stop
Evite que as peças novas sejam compradas pela própria oficina, porque, em geral, saem mais caro. Pegue a lista do material necessário e compre você mesmo, após pesquisa em lojas especializadas ou revendas. Se não puder fazer isso, olho vivo: de acordo com o artigo 21 do Código de Defesa do Consumidor, as peças antigas só poderão ser recondicionadas mediante autorização do consumidor. Para ficar seguro, solicite a devolução das peças que forem substituídas.
Volta à pista
Antes do conserto, peça um documento que relate as condições gerais do carro, fazendo constar também a quilometragem e o nível de combustível.
Luz amarela
Ao retirar o veículo, faça uma vistoria, comparando as condições em que ele se encontrava ao entrar na oficina. Certifique-se de que não há danos, como amassados, riscos na pintura ou equipamentos quebrados. Se o problema for de funilaria, observe o reparo à luz do dia; se mecânico, dê umas voltas pela redondeza. Verifique também se o serviço foi executado de acordo com o combinado. Só leve o automóvel se estiver plenamente de acordo com tudo. Caso contrário, formalize o motivo pelo qual não retirou o veículo, em documento protolocado junto à empresa. Se não houver entendimento entre as partes, registre um boletim de ocorrência na delegacia de polícia mais próxima.
Reta de chegada
O consumidor tem direito a uma garantia legal de, no mínimo, 90 dias para qualquer serviço executado, mesmo que a oficina estabeleça um período menor. Sendo assim, se o serviço não estiver a contento, você poderá exigir - com base no Código de Defesa do Consumidor - a reexecução do mesmo, a restituição da quantia paga com correção monetária ou o abatimento proporcional no preço. Por fim, exija sempre que a nota fiscal contenha tudo o que foi disposto no orçamento, assim como os dados do veículo e das peças envolvidas.
Fonte:
www.mecanicaonline.com.br
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